Nelson Freitas com quatro prémios e Djodje com três, incluído a Melhor
Música Popular do Ano, com a música “La Ki Nos é Bom”, foram os mais
premiados na VII edição dos Cabo Verde Music Awards (CVMA).
A gala de entrega dos prémios, que teve lugar sábado, no espaço FIC,
Cidade da Praia, começou depois das 22:00 com a performance de dança do
grupo Djam Projects em homenagem ao continente africano, e terminou por
volta das 01:15, num certame que teve “casa cheia” para prestigiar a
música cabo-verdiana.
A edição deste ano, que reduziu as categorias para 16 e introduziu a
figura de “Menções Honrosas”, atribuiu os troféus destas menções para os
artistas Zé Rui de Pina (Artista Solidário), Jorge Humberto
(Compositor), Santos Nascimento (Animador da Comunicação Social) e
DjIleno (Dj).
A outra “Menção Honrosa” denominada “Músicas da Nossa Vida” foi
atribuída à composição “Força di Cretcheu”, do poeta Eugénio Tavares,
uma morna interpretada na gala pelos nomeados na categoria “Melhor
Morna” Tété Alinho, Cremilda Medina e Rui de Bitina.
Em termos de prémios destacam os mais nomeados Nelson Freitas com
quatro, Djodje três e Loony Johnson com dois a igualar a Ceuzany.
Nomeado em seis categorias, Nelson Freitas, que se encontra num
concerto em Angola, no âmbito da promoção do seu recente álbúm “Four”,
do qual venceu os prémios de “Álbum do Ano”, Melhor Videocli e Melhor
Kizomba (Back of Dawn) e Melhor Colaboração com o tema “Nha Baby” feat
Mayra Andrade.
Já Djodje, que estava nomeado em cinco categorias arrebatou três
troféus, Melhor em Palco, Melhor Intérprete Masculino e Música Popular
do Ano com a música que gerou polémica “La Ki Nos é Bom” por parte de
algumas pessoas, alegando que a mesma “incita” ao uso de álcool.
Apesar da polémica, a música tornou-se “sucesso e caiu na boca do
povo”, acabando por vencer a “Música Popular do Ano”, uma categoria que é
decidida pelo público através da votação.
O artista, o segundo que mais prémios levou para casa, aproveitou o
momento e explicou que, como autor vê as coisas na sociedade e procura
retrata-las da “melhor forma possível”, referida na sua música.
“Atenção! No meu ponto de vista, gostar de ‘kumi e bebi’ (comer e
beber) não é nada demais. Somos um povo de muitas dificuldades, mas
gostamos de viver ‘sabi’ (bem) com o pouco que temos. Mas não
esqueçamos: ‘kumi e bebe’ com moderação”, esclareceu.
Por seu turno, Loony Johnson, que esteve nomeado em cinco
categorias, venceu duas, Melhor Produtor Musical com o albúm “Belive” e
Melhor Afrohouse/Afrobeat com “Da kel bu toki” e ainda Ceuzany venceu
as duas categorias para as quais foi nomeada: Melhor Música Tradicional
com “Cabo Verde la fora” feat Kiddye Bonz e Melhor Intérprete Feminino,
uma categoria que já tinha vencido em uma outra edição dos CVMA.
Hélio Batalha, que na edição anterior, foi Artista Revelação e venceu
na categoria Melhor Rap/Hip Hop/RNB, voltou a vencer nesta categoria
com o tema “Nkre ser” do seu primeiro álbum “Carta D’Alforia”.
Nish Wadada, Téte Alinho e Tony Frank, que estiveram nomeados em
apenas uma categoria, venceram na mesma, Melhor Ritmo Internacion (Jah
Caling), Melhor Morna (Mindel de Mãe Auta) e Melhor Funaná (Enginhero di
Conbersu), respectivamente.
Assol Garcia, que estava nomeada em quatro categorias levou o prémio
de “Artista Revelação” e Cremilda Medina em dois, não levou, mas acabou
por ser a arista “mais popular na Internet”, levando o prémio
“extra-concurso” intitulado “Sapo Award” com “Raio de Sol”.
Durante a gala actuaram artistas convidados, nomeadamente os Calema,
Richie Champbell, Nancy Vieira, Thiery Cham e Chando Graciosa e também
os nomeados na categoria Música Popular do Ano presentes, Djodje e Loony
Johnson.
O Prémio Carreira deste ano foi para o tocador de gaita Bitori Nha
Bibinha, uma homenagem que a organização justifica com o facto de este
“icone do funaná” estar com um “projecto internacional muito grande”.
Fonte: Inforpress.